domingo, 29 de dezembro de 2013

Bariloche



       Essas são da realização do sonho da criança que ainda vive em mim...kkkk! Subir a montanha e conheci neve..Sofri um pouco, frio e cansaço. ..2:50 hr de subida sem parar, só para algumas fotos, isso só a primeira parte. Depois paramos para lanche e continuamos a subir...Então começou minha primeira escalada de muitas que virão. 
















 Caminho de volta foi difícil, na versão da Flor (amiga que está me recebendo em sua casa ) não nos perdemos, ela sabia aonde estava o problema é que perdemos o caminho, não tinha o caminho traçado, então pegamos um atalho e foi emoção demais da conta.



Novas escolhas...


     Começando mais cedo os planos para 2014...Deixarei meus cadáveres vivos, tranquilos, longes e fora do meu armário e meus mortos descansarem em paz, é essa minha nova jornada...Desapegar mas não esfriar, permaneço esperançosa em relação ao outro, e ao contrário do que dizem sou acessível e o caminho está sempre aberto...
      Para os que estão longe por escolha sua ou minha, a vocês minhas eternas e boas recordações, as ruins ficaram em outro livro,porque tava dificil virar a página, então como li em algum lugar, escolhi trocar de livro e mudar as histórias, não escreverei mais sobre você prometo a mim mesmo.
      O amor e a vida intensa são para os corajosos, o medo e adrenalina caminham junto com eles, os que não ousam ficam sentados na poltrona em dia de domingo e só tem a vontade, estou trilhando por esse desconhecido...meu último agradecimento pelo livramento de uma vida traçada e definida e por ter me dito não. 
       Início de uma aventura, onde me desafio a sair da minha zona de conforto, por que nos acostumamos com coisas ruins também, o conhecido é sempre melhor para alguns, só que cansei.

      Escolhi viajar por um tempo e ver o que acontece comigo e ao meu redor, esse por enquanto vai ser uma varanda aonde vocês poderão ver um pouco de mim por onde eu for.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Um sinal qualquer

                     

                     Só um sinal de fumaça,por favor!
                   Era o que eu queria, mas agora quero mais, não quero virar aquela crônica da Lya Luft e viver na sombra do teu silêncio.
                 Espero te mandar todas as cartas que escrevi para ti de amor e ódio, com o tempo de saber que você as leu, para ter a certeza de que antes de partir você ficou sabendo que todo esse tempo seu lugar nunca foi preenchido, que todo o esforço ate agora foi em vão.
                   Irei cessar com essa busca inútil por ti, esse alguém imaginário que a cada dia parece que só existiu em mim.
                Um dos meus medos é que eu pertença a essa geração que simplesmente perdeu a fé no amor e nas pessoas, que se deixam desacreditar devido a essas experiências ruins que marcam.
                 A vida é essa reviravolta, espero da a volta no mundo e perceber que o que faltava em mim não era você, e que esse vazio é algo que faz parte da gente, isso nos move, espero perceber eu mesma sem ti...mesmo sentindo saudade do que eu era quando estava contigo.
        A vida é essa caixinha de surpresas, colhi uma linda rosa, mas me feri com seus espinhos(...)Você faz falta hoje e amanhã, odeio essas datas que não me deixam esquecer...Esperando a próxima surpresa!



Suy Melo

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Andarilha

 
Esse ano de 2013 foi um ano cheio de grandes viagens, de viagens de todos os tipos, curtas e longas, outras inesquecíveis não pelo simples local, mas sempre pela companhia, por quem conhecemos lá ou por quem levamos conosco.
Viajar é algo que me surpreende, me move, me sinto viva, é o novo ao redor, é a luta por não deixar o habito virar um estilo de vida ou uma rotina, é a possibilidade da troca de maneira mais intensa, é a mudança de pensamento e de experiência...
É viajar com o outro em uma descoberta de quem somos, até aonde vamos e quais os nossos limites para começarmos a rompê-los.
Algumas viagens deveriam ser esquecidas, uma das primeiras desse ano foi um encontro com o meu "interior", voltei ao passado sabendo que ele não muda e que afeta em vários sentido esse presente, que me mostra que eu não consegui evitar que os erros se repetissem...Mas voltamos juntas com a esperança de mudança.
A mais dura talvez e que está grudada em mim, foi atravessar a fronteira contigo, impensável, em alguns momentos preferiria ficar sem saber de nada, sem sentir...Esquecer é algo que nosso corpo faz para poder viver de maneira mais leve, mas é de um esforço extremo, ele não consegue deletar tudo, principalmente vocês viagens que impregnam o corpo e a alma.
Eu continuo a viajar, tudo em mim é saudade e alegria do encontro, com esse diferente, com o cara sobre efeito do “doce”, mas que fala de Deus de uma forma apaixonante e que me encanta novamente.
A surpresa de está em outro estado, num templo feito por homens, que te olham pelo que você tem ou como se veste, que sentem pena de ti por não ser “santo” como eles, ou na sua face mais exposta ousam falar mal de quem não tem a voz para se defender, mas nesse encontro com o lado desumano, cheio de caos, encontrei os loucos que não seguem essa doutrina, loucos que viajam contigo para não te deixar só, que viajam contigo pelo prazer de está com você, mesmo sabendo que você não é sã como a maioria exige...no caos encontrei meus melhores loucos, que no meio do templo  ao som do glória e aleluia oco que vieram como soco em meu estômago me seguraram, por que louco reconhece outro, os mais calmos seguram uns com níveis críticos de violência..kk! É nesse hospício que vivemos, prefiro está nele do que dentro desses templos com todos os são da terra.
O triste é saber que existem pouco desses loucos ao meu redor, muitos vão sendo domesticados pela indiferença e correria do nosso tempo, e quem não vai nesse mesmo ritmo para eles são os loucos, esses que param suas vidas por alguns instantes ou dias, só para ter a certeza de que a sua viagem vai ser mais tranquila, essas  pessoas marcam exatamente por isso, por que ousam sair da corrente e te tocar de maneira  extraordinária.
 
São esses encontros com esse loucos que vivem suas vidas contra essa falta de tempo determinado, que me faz sentir novamente vontade de voltar para outras  viagens com Deus, são essas pessoas que muitas vezes estão a margem, que não estão no padrão, que me mostram como é ser hospitaleira, que me mostram como é amar sem olhar para o relógio, tempo com qualidade está escasso, então aproveite o que você tem e usufrua amando quem está perto de você...
As vezes viajo sem sair do lugar para poder te tocar...Saudade!
 
 
Suy Melo

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Iniciação






     Depois que ajudei na sua mudança e que tiramos as gavetas do lugar, jogamos tudo sobre a cama, separando as  melhores roupas, que você sempre soube escolher bem, nós nem sentimos o tempo passar com suas contações de fantasia e de histórias sobre cada peça tirada do lugar.
     Agora foi minha vez de ir embora, comecei na minha reforma a busca pelo que vou precisar levar comigo, é estranho o que a gente encontra na bagunça que a mudança causa, mesmo que seja a pessoa mais organizada possível sempre causa transtornos certas mudanças.
     Encontrei uma fita vermelha de um laço que foi dado sobre uma caixa de presente, nem sei porque ficou guardada só a fita,  de tanta coisa que foi jogada fora, é tao revigorante o processo de limpeza, jogar fora o que nao se usa, pintar as paredes, ou quando não da para fazer a reforma já que a parede está gasta demais o melhor é mudar de casa...sair.
     Que pena você não pode me ajudar nessa empreitada, se estivesse aqui teria feito disso uma aventura, no mínimo uma viagem para dentro de nós, frases feitas com citações e muito trabalho duro, com direito a muita gargalhada, das minhas atrapalhadas e até mesmo do meu jeito sério de resolver as coisas..
     Sinto que me daria sermão por minhas tentativas loucas de te encontrar aqui tão longe, mas você sabe que ainda não lido bem com mudança e que estou tentando encontrar a chave da porta do armário que você fechou quando esteve aqui pela ultima vez. Essa bendita chave que perdi e que me fez iniciar a busca, causando esse caos que provocou a reforma e inesperada mudança, essa que ainda não sei se vai ser boa ou ruim, mas que está sim provocando um grande desconforto, esse nosso coração nos prende de uma forma que nossa mente não consegue explicar com palavras audíveis as causas que nos troxeram até aqui.
    Como diz Lya Luft, "mudar é desaprender".
 O que eu quero é desaprender o caminho de volta...
 O orgulho que sufoca...
 A mágoa que não me leva...
 A pergunta que não silencia..
 O caminho da tua casa...
 A ideia sobre deus que não me satisfaz mais...
 Eu quero reaprender...iniciar...desaprender...doer...viver...envolver...enlouquecer.
 Sou eu assim sem você, cheia de clichês e de espaço. 
 Intervalo da reforma, ainda não encontrei  a chave.


Suy Melo

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Intensidade...


Hoje eu andei a 100 km por hora e fechei meus olhos por alguns instantes que pareceram minutos eternos. Não sei se para não pensar em você ou se simplesmente para te sentir perto, coração acelerado e adrenalina tomando conta do corpo todo, mas nem chegou perto da sensação que era esta perto de você, causando a inquietação se sou inocente ou responsável pelo que  aconteceu nesse processo de constante transformação.

Essa transição me perturba, vivo em constante contradição, amor e ódio, desejo e repulsa que me move a um lugar de desconforto. Não estamos no mesmo tom, você todo seguro de si fala baixo, busca o ocultamento, deixa que esperem por ti, essas são características de  filósofos de acordo com Nietzsche, eu porem sou o exagero, a dependência,  a necessidade de amizades ou ate de inimizade, você não gosta de ser perturbado, prefere o silêncio a o burburinho das amizades, esquece e despreza com facilidade, para você parece de mau gosto sofrer pela verdade, Nietzsche parece que conheceu uma versão sua.

Nesse espaço eu me confundo com você, há um tempo que caminhei muito a fundo em tua direção, o reflexo no espelho se torna parecido e já não somos os mesmo. Hoje vivo bem no silêncio e não gosto de ser perturbada por inimizade e nem tão pouco por amizades rasas, me reservo e descanso da constante vontade (...), me livrando da tortura do hoje, já que o passado tem menos força a cada dia...
Suy Melo

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Nostalgia

         
              Já se passaram quatro meses e eu perdi vocês duas de uma só vez. A "fé e a esperança”, a fé sempre esteve comigo, desde os meus primeiros passos, sempre ao redor, já a esperança encontrei poucas vezes, pois quando criança se têm muita fé naquilo que nos ensinam, cheios de convicção e acreditamos facilmente, não havia muito espaço para ela, pois a fé ocupava tudo.
             Quando encontrei você comecei a sonhar com as infinitas possibilidades, criei expectativas, não tive mais certeza de nada, dessa vez foi forte e a despedida mais cruel, pois nos encontramos despretensiosamente, a fé porém sempre teve por perto mesmo com brigas e despedidas, mas nunca tivemos muito tempo separadas, uma base solida foi criada entre a gente, ligações e preocupação uma com a outra, você porém me veio no meio de uma calmaria e na hora de tomar decisões cruciais, revirou minha vida me fazendo olhar sobre um outro prisma, encheu meus dias de alegria e de intensidade, algo que descreve bem você.
                      Nos últimos meses a fé estava ausente, não a sentia como antes, não era mais a mesma que aprendi a está perto desde criança, e com sua ida definitiva eu não fiquei a mesma, sensação de que não vou mais voltar a ser, agora a esperança também me deixou por eu não ter mais essa convicção, essa bendita certeza que todos exigem de nós, certeza do que somos, do que queremos, de quem amamos...
               Eu ainda me sinto sem chão com sua mudança repentina, com sua ausência, você não ficou para que eu pudesse me despedir com calma da minha fé, não ficou para que pudéssemos terminar amigavelmente esse embate, não ficou nem por perto, quis ir embora sem deixar rasto, pior ainda que na sua pressa deixou marcas de sujeira e decepção comigo mesmo, por ter deixado você ocupar tanto espaço, que não lhe devia ser e que não se soube deixar.
                Sem vocês duas estou agora a reencontrar outras possibilidades, sei que a fé não irá voltar da mesma forma porque ela morreu, mas sei que renascerá mais forte, a esperança,
tenho fé que voltará mais intensa e cheia de vida me trazendo outro sonho, uma nova forma de amar cheio de reviravoltas, porque a vida é essa caixinha de surpresa que continua a surpreender, e seu eco reverbera em tudo que está próximo a mim
.

                                                                                                                      Suy Melo

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Mentira


                                                    
A sua mentira revelada
Me tira, o chão criado contigo,
Me tira, o grito da defesa em minha garganta pela tua vida.
Me tira, a paixão.
Me tira, a segurança da relação
Me tira, a semente da fé em ti.
A urgência da verdade, do significado, do símbolo, fez com que a descoberta nos desnudasse em frente um do outro.
Revelamo-nos negros, brancos, intensos, coloridos... Insanos. Antes eu perdida, agora achada sozinha e marcada por uma mentira, na mente absorvida, no coração já plantado a semente do engano.
Tira-te as vendas e voltes no caminho,
Tira-te a culpa e o nojo e voltes no caminho,
Tira-te as certezas, e procure as perguntas certas.
Encontre-te e volte para vida leve e com sentido.
Encontre quem você tirou o chão e devolva pelo menos um novo significado descoberto.
Reescrevemos e nos libertemos, viver é plantar verdades...

Suy Melo




terça-feira, 3 de setembro de 2013

Entre o tempo e o espaço



Eu te vi hoje no meu sonho, você estava tão feliz, mas estava em outro lugar com outra pessoa, sentir tanta raiva, mas surgiu uma ponta de alegria, por que vi um sorriso largo no seu rosto, que eu nem lembrava mais, e parecia muito bem acompanhada, mas mesmo assim eu passei mal, pois você não lembrava mais de mim e eu não era mais o motivo de sua alegria, não estava com você, não poderia mais te abraçar como essa sua companhia lhe abraça.
É uma dor tão forte que chego a cair, uma ânsia de vômito toma conta de todo o meu corpo, mesmo colocando tudo para fora, ficando ao avesso, eu não consigo me livrar dos teus resquícios, da tua ausência permanente, não lembro quem escreveu, mas a memoria só guarda aquilo que se ama, gastar meu tempo tentando te esquecer é lembrar todo dia.
O ódio é outra forma de amar, li isso em algum lugar, é outra forma de não te esquecer, sentir raiva de não te ter mais. Existe, porém, a indiferença que é realmente o não se importar, é matar o outro dentro de você, é continuar viver bem sem se incomodar com o outro, é seguir a sua historia sem simplesmente ser tocado pela vida do outro.  É a pior coisa que se pode fazer com o outro que outrora fora o grande amor de sua vida.
Viver é se assustar consigo e com o outro, nos surpreendemos todos os dias com o inusitado da vida, essa linda caixinha de surpresas, vivenciar as dores da ausência me mostra que eu continuo viva, pois onde há dor é por que ainda existe muito amor e vida..

                                                                              Suy Melo

domingo, 4 de agosto de 2013

Um dia.



 Eu ainda me pego não acreditando, esperando o sorriso voltar.
Foi tão rápido e tudo tão intenso que as situações são repassadas lentamente quando eu paro, por isso não parar é uma escolha para fugir do enfrentamento da certeza da não volta, da não possibilidade de restaurar, da não possibilidade de reunir, de não viajar, de não festejar a formatura tão desejada, de ir ao casamento sonhado, de ver o neto esperado.
O não está presente, a ausência que está presente em tudo, na dor da perda e na alegria de ir tomar um banho de praia, nas viagens planejadas e que não deram tempo de serem vivenciadas.
Agora se vive tentando da mais significado, da mais sentido já que se perde muito ao perder alguém muito importante e que junto consigo levou muitos sonhos que não foram possíveis viver, muitas promessas não cumpridas.
Enquanto houve vida, teve alegria, brigas e festa, quando começou a sobreviver, ali mesmo começou a morrer, porque sobrevivência não é vida, principalmente para quem sempre foi tão intensa, por isso prezo hoje em fazer com que meus sonhos se realizem para que quando chegue minha vez, só levem meu corpo, pois meus sonhos terão sido vivenciados...
Vivendo um dia a mais, por saber que viver é um dom que não deve ser desperdiçado... Um dia de cada vez! 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Suy..

          
                    Eu sei que exitem várias pessoas que habitam em mim, mas algumas grudaram a face e não querem mais sair...
                       Não sou mais quem eu era, talvez não seja pior e nem melhor, só sou uma outra face de mim que não tinha sido apresentada pra vocês ainda.
                 Fernando Sabino disse que ”morremos assim que nascemos”, concordo, mudamos muito, morremos aos poucos, nos deixamos moldar ou resistimos a dor, nos perdemos ou é ai que nos encontramos, mas mesmo assim as marcas ficam e inevitavelmente mudamos, não sei se meu terapeuta..rsrsr!E se os meus amigos psicólogos, que percebi que são muitos, concordam, mas sei que amarga e triste não é uma versão permanente e que vivenciar a dor em sua totalidade está sendo uma experiência que não tinha vivido ainda, por que sempre escapava na endorfina que a espiritualidade me proporcionava, sofria, corria para o culto de oração, chorava tudo que tinha que chorar, e depois saia renovada e sorridente, leve, mas cuidado, não estou negando essa experiência, pelo contrario sinto falta, pois sei que seria esse alivio de que eu preciso, mas também percebo que vivenciar isso agora longe da igreja também foi e está sendo uma experiência de encontrar Deus em mim, aqui, aonde eu estou,sem saber bem certo aonde, e isso não está sendo fácil, ainda não me sinto tão próxima Dele, mas continuo me sentindo amada e cuidada.
                   Talvez essa minha acidez faça parte da limpeza..rsrsr!! Talvez ela esteja presente nas várias personas que me habitam, porém a sensibilidade, a espiritualidade, o desejo de ser útil na obra do Senhor, de descobrir qual a minha missão, de descobrir pessoas, o desejo por adrenalina, continuam aqui, só que agora, não tão vivas, e eu só quero voltar, não pra ser a mesma menina de 15 anos, que você falou que não ver mais em mim, pois pra mim ela fugia sempre, tinha esperança que tudo ia ser como antes...blabla!E se prendia a isso com toda a força. Só que me recordo que ela dependia de Cristo unicamente pra ser feliz, e não dos outros precisamente, que independente da circunstância, estaria adorando e louvando, mesmo chorando, posso está sendo contraditória no meu discurso, mas percebo que é outra característica minha a ser reavaliada.
                   Porém, hoje eu sei que as coisas não têm como voltar a ser como antes, que quem eu amo não vai voltar a ser como era antes, que quem eu amava, eu não amo mais como antes, pois se transformou em ódio, por que foi embora, que se transformou em saudade, que depois desapareceu e que vez ou outra volta, me fazendo pensar que se tivesse aqui poderia me ajudar, ser o pai, mas resolveu nos deixar, mas ainda bem que hoje eu não culpo e nem me culpo, me libertando aos poucos de algumas amarras.
                   Então, peço desculpa por não querer o titulo de “coluna” da família, por não querer ser O exemplo agora, por que na verdade não conseguimos ser exemplo em relação a tudo, posso até ser exemplo em uma coisa, no sorriso, na alegria, contudo no momento não está sendo o meu mais belo e sincero, continuo a rir por que é algo que nos eleva, que nos aproxima de Deus, o sorriso por está em comunhão com o irmão, com o amigo, o sorriso no meio do louvor e de uma oração, é um dos sentimentos de aproximação que não sei explicar...
                   Eu to aqui ainda, a de 15, de 18 e todas as outras, a de 24 no momento é essa um pouco arredia com os irmãos, mas como você me perguntou, eu não sei como vocês podem me ajudar, mas acho que em continuar tentando se aproximar já é um grande passo, espero poder ser mais família, sem atropelar nosso tempo e nossas historias... Fernando sabino também disse "que aquilo que a memoria ama, se eterniza".Obrigada por você está por perto, e respeitar a todas que eu lhe apresento..= )

                                                                                                        
                                                                                                                              Suy Melo

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Improvisação- Sentir


Tão bom se jogar e se deixar levar pelos estímulos da vida, do jogo, viver pelo desejo e não pensar em nada, ser puro instinto.
Desafiar a dor física e mental, seguir com tudo transbordando, não pensar, viver, SENTIR.
Andar pelo desconhecido é exatamente isso, é se experimentar, é experimentar o outro, invadir o espaço e se deixar invadir, é chorar, gozar, sorrir...Transmitir,contagiar.
O mais interessante é lutar para não abrir os olhos, é lutar contra a razão, contra o medo de se machucar, é o corpo querendo se defender e que grita:abra os olhos!
O abraço é o local da onde não quero sair, é o raiar do sol ao meio da madrugada escura, mesmo com os olhos fechados, é a sensação de segurança, carinho, é o conhecer o outro em outra dimensão.
É sorrir com os olhos, com o corpo, é ser eu mesma na sua forma mais variada, mais intensa.O jogo transmite e se descobre.  

Suy Melo

(Texto criado ao final de um exercício da aula de improvisação,tema da aula sentir,muito boa a vivencia, caminhar pelo escuro, ultrapassar o limite da dor, conhecer o nosso corpo,medos,limites...)

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Abandono afetivo e a possibilidade de reparação pecuniária






          “Amar é faculdade, cuida é dever.” Tal declaração  foi feita pela  Min. do STF Nancy Andrighi em um dos processos na qual foi relatora. O caso em questão chamou muito minha atenção, foi uma filha que iniciou o processo contra o pai, pedindo indenização por dano moral devido ao abandono afetivo realizado por seu pai, que a tratava diferente em relação aos outros filhos do casamento atual.

             Causas como esta estão se tornando frequentes em nosso país: questão ainda não pacifica nos tribunais e na doutrina. Logo, não se discuti o abandono financeiro, pois a relação entre pai e filhos vai além do que dar pensão alimentícia, se discuti a ausência do pai, da convivência que é um desejo natural dos filhos e é algo natural da família, sendo o vinculo familiar um vinculo legal, que implica em deveres inerentes ao poder familiar, como o dever de convívio.

             O que me faz pensar sobre o caso é que o valor de 200.000 mil reais pode trazer uma sensação de compensação, valor esse, que a autora no caso em tela recebeu do réu, mas creio que nunca irá trazer para o seu convívio a presença do pai, nem tampouco trazer a possibilidade de reconciliação, para quem defende a decisão da Min. Nancy, afirma que a decisão tem um caráter pedagógico e punitivo, assim advertindo a sociedade'' que ser pai e mãe não é simplesmente prestar assistência financeira'', mas, além disso, é educar, formar caráter, propiciar lazer, cultura e respeitar a dignidade da criança e do adolescente.

            O direito dá tanta importância para a família, que a Constituição Federal proclamou a família como base da sociedade, com proteção do Estado (Art. 226,CF). Essa preocupação com tal instituição não é aleatória, e sim fundamentada, pois os desajustes familiares são na maioria das vezes as raízes de muitos problemas da nossa sociedade, como o uso das drogas,a maternidade prematura,  violência ,depressão entre outros.

           Não podemos obrigar ninguém a conviver e amar outra pessoa, mas o Estado pode tentar evitar e sancionar a negligencia e omissão dos pais em relação ao dever de cuidar, no qual constitui um ato ilícito civil.

           Ainda estou formando minha opinião acadêmica sobre o tema, mas pessoalmente fica a sensação de fragilidade dos relacionamentos familiares, da ânsia por vingança, ou simplesmente da vontade do enriquecimento sem esforço. Não digo que não é valida a decisão, mas me pergunto o por quê da ação, concordo que devem ser punidos os pais que não cumprem com o seu dever,não só com a perca do poder familiar, pois para quem não quer ser pai, isso seria um “bônus”, mas sim com a privação da liberdade e tocar aonde mais dói, "no bolso". Entretanto, me questiono como fica o filho depois de ganhar a causa?

              A questão instiga muito debate , mas sem por um fim ao assunto , deixo-lhes apenas um conselho:'evite ao máximo o poder judiciário,parece até um contra censo, uma futura advogada dando tal conselho, mas priorize suas relações interpessoais, valorize os laços criados, lembrando que dinheiro nenhum trás de volta o que lhe foi negado, esgote todas as tentativas de aproximação, deixando por ultimo o caminho sem volta: o litígio.

Suy Ellen Melo